Eu não acho justo destilar veneno até que uma das partes morra.
Eu não acho certo que as palavras ásperas substituam o beijo de partida, já que a saudade virá, melhor então se render ao encanto da despedida, como se tudo pudesse ser o fim, ou como se o fim nunca fosse certo.
Sabe-se lá quantas despedidas houveram antes dos rencontros, vida após vida, nunca se sabe se é mesmo despedida ou se é até logo, até já.
Mortais são os braços do amante, mortais são os beijos e os dias de saudade que sempre vem atormentar, imortal é a alma, que leva as palavras ditas e a dor que a saudade sempre há de causar.
E se o fim é a única certeza, faço dele também incerteza pra te amedrontar, e se esta dor mata é porque ainda não sabe ao certo qual é a intensidade daquela que ainda virá.
Por: Anny Caroliny Oliveira Domingues – mineira da cidade de Machado/MG, 24 anos, advogada, musicista, blogueira, escritora e poeta. Acompanhem seu blog: http://obyronismo.blogspot.com/
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